A Itautec é reconhecida por sua iniciativa no desenvolvimento do que é hoje um dos projetos mais avançados em destinação de resíduos eletro-eletrônicos em operação no Brasil. Esta operação acontece num centro da empresa em Jundiaí, cidade do interior do Estado de São Paulo, onde está localizada a fábrica da Itautec, e no qual foram investidos R$ 350 mil na construção de uma área destinada à reciclagem de equipamentos eletroeletrônicos ao final de sua vida útil.
Neste espaço, os equipamentos são recebidos, desmontados, descaracterizados, pesados e depois têm suas partes segregadas por tipo de material. O procedimento é válido para PCs, notebooks ou equipamentos de automação. Após a separação, estes resíduos são encaminhados aos cuidados de recicladores homologados para o processamento ou destinação final. Estes parceiros da Itautec permitem que essas matérias-primas sejam reinseridas na cadeia produtiva, evitando desperdícios, o acúmulo de dejetos e a contaminação ambiental pelo descarte incorreto.
Em 2008, a Itautec destinou para reciclagem 469,97 toneladas de materiais oriundos de equipamentos eletroeletrônicos. Esse total é composto por 22,76 toneladas de placas; 180,54 t de metal; 148,10 t de plástico e 141,33 t de e-waste, que incluem cabos, borra de solda e outros resíduos. O domínio deste processo vem se tornando cada vez mais importante para as operações da Itautec, porque grandes clientes, entre corporações e organizações da área de governo, já estão incorporando a preocupação com o ciclo de vida de produtos em seus processos de compra e descarte, bem como a observância à presença ou não de materiais tóxicos nos equipamentos, que facilitará seu manejo ao fim de sua vida útil.
Histórico
Inicialmente, a reciclagem já estava contemplada no Sistema de Gestão Ambiental adotado pela Itautec. A empresa deu início a esta iniciativa com a coleta seletiva, que tinha como objetivo mudar a cultura dos colaboradores e fazer com que eles participassem, dentro de uma linha de conscientização ambiental, do melhor aproveitamento de materiais, evitando desperdícios. Isso levou aos trabalhos de pesquisa sobre como reciclar um PC, o que se mostrou um grande desafio técnico, já que não existiam empresas com o conhecimento técnico de como reaproveitar os materiais contidos nestes equipamentos. Parte desta reciclagem foi verticalizada na empresa, como a desmontagem do computador. O domínio deste processo, adquirido a partir de ensaios realizados em 2003, permitiu que os materiais que constituem um computador retornassem à cadeia produtiva, em vez de seguir para aterros sanitários (lixo) ou para o mercado cinza. Inicialmente ele ocorria nas instalações da Itautec em São Paulo, no Tatuapé e, com a transferência da fábrica de computadores, ATMs e equipamentos de automação comercial para Jundiaí, em 2007, as instalações foram replicadas naquela planta. Atualmente esta segregação de materiais é realizada em um galpão de 715 m2. É bom frisar que um computador é 100% reciclável. Jogar micros ou componentes em aterros sanitários significa jogar matéria-prima valiosa no lixo, e constitui uma atitude que não está alinhada com os princípios da sustentabilidade.
Processo
Os equipamentos são recebidos, classificados e depois separados com base em seus componentes principais, como plástico, metais, cabos, embalagens e componentes eletrônicos, que incluem o HD, memórias e as placas de circuitos integrados. Todas as partes são descaracterizadas para prevenir o uso no mercado cinza. Após atingir uma quantidade determinada, estes materiais são acomodados em pacotes maiores, para facilitar armazenamento e transporte e, em seguida, são reintroduzidos no processo produtivo por meio de parceiros que utilizam estes materiais como matéria-prima. A planta de reciclagem de Jundiaí ainda processa outros resíduos do processo fabril como embalagens plásticas, papel e papelão, que são acomodados em fardos, após passar por uma prensa industrial.
A única exceção a esta reciclagem de materiais tecnológicos se aplica às placas de circuito impresso. Como não existe tecnologia homologada no Brasil para extrair destas placas os metais nobres utilizados, a Itautec acumula estas placas e, de tempo em tempo, encaminha-as para parceiros em Cingapura e na Bélgica, onde elas são completamente recicladas. Do total de lixo eletrônico da Itautec destinado para reciclagem, aproximadamente 97% dos materiais são reciclados por empresas instaladas no Brasil. Os demais 3%, que constituem as placas de circuito impresso, vão para nossos parceiros no exterior.