A Itautec começou a adotar processos de manufatura em linha com preocupações ambientais em 2001, ano da implantação de seu Sistema de Gestão Ambiental (SGA), que reúne as políticas, programas e práticas corporativas da empresa dedicadas à sustentabilidade e à responsabilidade socioambiental, incorporando aí o uso racional de recursos materiais, energéticos, hídricos e coleta seletiva, entre outros. Este Sistema de Gestão Ambiental foi certificado em 2003, sendo recertificado em 2006 pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini, com base na NBR ISO 14001:04, norma internacional que estabelece requisitos para um Sistema de Gestão Ambiental.
Esta preocupação com o uso racional de recursos resultou numa experiência que foi incorporada ao processo fabril da empresa, permitindo à Itautec figurar entre as primeiras empresas na área de tecnologia no Brasil a fabricar equipamentos livres de chumbo, além de produzir microcomputadores e notebooks livres de outras substâncias tóxicas ao ambiente como o cádmio, o cromo hexavalente (um anti-corrosivo para partes metálicas) e a cadeia de bromobifenilas (usadas para evitar a propagação de chamas). Estes materiais tóxicos foram substituídos por outros, aderentes à diretiva européia RoHS (Restriction of Hazardous Substances - http://www.rohs.eu/), reconhecida em todo o mundo como uma referência de adequação ambiental por recomendar a restrição ao uso de substâncias que agridem o ambiente.
O pioneirismo no processo fez com a empresa fornecesse ao mercado brasileiro equipamentos aderentes à diretiva RoHS já a partir do último trimestre de 2007. Todos os portáteis fabricados pela empresa a partir deste momento estavam livres de substâncias tóxicas. Desde então, e até o final de 2008, a empresa migrou suas demais linhas de produtos para processos em linha com a RoHS, com rígidos controles ambientais, o que consumiu investimentos da ordem de R$ 3 milhões, aplicados ao longo de dois anos na adequação de linhas de produção. Os investimentos foram destinados, entre outras atividades, à aquisição de maquinário e componentes específicos, e na adoção de uma nova liga de solda que substituiu o chumbo por uma liga composta de estanho, cobre e prata. A adoção de novos processos também beneficiou a cadeia de fornecedores da Itautec, fazendo com que diversas empresas adequassem seus insumos segundo a diretiva ambiental. As mudanças nos insumos e nos processos, contudo, acarretaram um acréscimo de 2% nos custos de produção dos equipamentos, porém sem acarretar um acréscimo ao seu preço final para os clientes, política que a Itautec adotou por razões estratégicas.
Em 2008, a Itautec obteve o índice de 93% de produtos fabricados em linha com a diretiva RoHS, sendo que os 7% restantes são de produtos cuja fabricação está em fase de substituição, devendo ser sucedidos gradativamente por novos lançamentos. A previsão é de que, até o final de 2009, este índice seja de apenas 2% dos produtos fabricados. Todos os equipamentos fabricados pela empresa atendem ainda à diretriz da agência ambiental norte-americana Energy Star para eficiência energética (http://www.energystar.gov).