A Itautec é reconhecida por sua iniciativa no desenvolvimento do
que é hoje um dos projetos mais avançados em destinação de resíduos
eletro-eletrônicos em operação no Brasil. Esta operação acontece
num centro da empresa em Jundiaí, cidade do interior do Estado de
São Paulo, onde está localizada a fábrica da Itautec, e no qual
foram investidos R$ 350 mil na construção de uma área destinada à
reciclagem de equipamentos eletroeletrônicos ao final de sua vida
útil.
Neste espaço, os equipamentos são recebidos, desmontados,
descaracterizados, pesados e depois têm suas partes segregadas por
tipo de material. O procedimento é válido para PCs, notebooks ou
equipamentos de automação. Após a separação, estes resíduos são
encaminhados aos cuidados de recicladores homologados para o
processamento ou destinação final. Estes parceiros da Itautec
permitem que essas matérias-primas sejam reinseridas na cadeia
produtiva, evitando desperdícios, o acúmulo de dejetos e a
contaminação ambiental pelo descarte incorreto.
Em 2010, o programa atingiu o volume recorde de 3.842 toneladas de
resíduos reciclados - o equivalente a cerca de 140 mil
desktops e mais de 5,6 mil ATMs, acréscimo de 524% em
comparação com o exercício anterior. Do montante, 53,8 toneladas de
placas eletrônicas foram encaminhadas à reciclagem fora do País,
que ainda não possui tecnologia disponível para o processo. Os
demais materiais foram 100% reciclados por empresas brasileiras. O
domínio deste processo vem se tornando cada vez mais importante
para as operações da Itautec, porque grandes clientes, entre
corporações e organizações da área de governo, já estão
incorporando a preocupação com o ciclo de vida de produtos em seus
processos de compra e descarte, bem como a observância à presença
ou não de materiais tóxicos nos equipamentos, que facilitará seu
manejo ao fim de sua vida útil.
Histórico
Inicialmente, a reciclagem já estava contemplada no Sistema de
Gestão Ambiental adotado pela Itautec. A empresa deu início a esta
iniciativa com a coleta seletiva, que tinha como objetivo mudar a
cultura dos colaboradores e fazer com que eles participassem,
dentro de uma linha de conscientização ambiental, do melhor
aproveitamento de materiais, evitando desperdícios. Isso levou aos
trabalhos de pesquisa sobre como reciclar um PC, o que se mostrou
um grande desafio técnico, já que não existiam empresas com o
conhecimento técnico de como reaproveitar os materiais contidos
nestes equipamentos. Parte desta reciclagem foi verticalizada na
empresa, como a desmontagem do computador. O domínio deste
processo, adquirido a partir de ensaios realizados em 2003,
permitiu que os materiais que constituem um computador retornassem
à cadeia produtiva, em vez de seguir para aterros sanitários (lixo)
ou para o mercado cinza. Inicialmente ele ocorria nas instalações
da Itautec em São Paulo, no Tatuapé e, com a transferência da
fábrica de computadores, ATMs e equipamentos de automação comercial
para Jundiaí, em 2007, as instalações foram replicadas naquela
planta. Atualmente esta segregação de materiais é realizada em um
galpão de 715 m2. É bom frisar que um computador é 100% reciclável.
Jogar micros ou componentes em aterros sanitários significa jogar
matéria-prima valiosa no lixo, e constitui uma atitude que não está
alinhada com os princípios da sustentabilidade.
Processo
Os equipamentos são recebidos, classificados e depois separados
com base em seus componentes principais, como plástico, metais,
cabos, embalagens e componentes eletrônicos, que incluem o HD,
memórias e as placas de circuitos integrados. Todas as partes são
descaracterizadas para prevenir o uso no mercado cinza. Após
atingir uma quantidade determinada, estes materiais são acomodados
em pacotes maiores, para facilitar armazenamento e transporte e, em
seguida, são reintroduzidos no processo produtivo por meio de
parceiros que utilizam estes materiais como matéria-prima. A planta
de reciclagem de Jundiaí ainda processa outros resíduos do processo
fabril como embalagens plásticas, papel e papelão, que são
acomodados em fardos, após passar por uma prensa industrial.
A única exceção a esta reciclagem de materiais tecnológicos se
aplica às placas de circuito impresso. Como não existe tecnologia
homologada no Brasil para extrair destas placas os metais nobres
utilizados, a Itautec acumula estas placas e, de tempo em tempo,
encaminha-as para parceiros em Cingapura e na Bélgica, onde elas
são completamente recicladas. Do total de lixo eletrônico da
Itautec destinado para reciclagem, aproximadamente 97% dos
materiais são reciclados por empresas instaladas no Brasil. Os
demais 3%, que constituem as placas de circuito impresso, vão para
nossos parceiros no exterior.
